Justiça Própria: caridade, oração e jejum

Em Mateus 6, do versículo 1 ao 17, Jesus fala sobre caridade, oração e jejum. O texto é bem conhecido, você já deve ter ouvido alguma pregação sobre. O grande problema é que na maioria das vezes se aborda o texto sob o aspecto do quanto é importante prestar caridade, orar e jejuar, de uma forma que coloca ainda mais peso sobre os ombros do Cristão, mesmo que o fardo de Cristo, disse Ele, seja leve e suave.

Na caridade, Jesus critica aqueles que o fazem para receberem elogios, afirmando que estes, ao serem glorificados por homens, já receberam sua recompensa. Recomenda que a mão esquerda não saiba o que a direita está fazendo, para que a recompensa venha do Pai, pois Ele vê em secreto.

Da mesma forma, na oração, Cristo faz uma crítica a pessoas que oram em voz alta nos templos para serem vistos e louvados pelos seus companheiros, e do mesmo modo afirma que estes, ao serem glorificados pelos irmãos da sinagoga, já receberam sua recompensa.

No jejum não é diferente. Enquanto a postura criticada é a de fazer saber por todos que se está fazendo jejum, Jesus nos instrui a jejuar em secredo, sem mostrar quaisquer sinais, apresentando-se de boa aparência, feliz, para que apenas o Pai saiba o que se está fazendo.

Em suma, Jesus trata de uma característica que muda tudo a respeito das ações que se toma debaixo da bandeira da religião. Ele ensina aqui que não adianta nada prestar caridade, oração e jejum, se o fim de tudo é a justiça própria. A Bíblia é clara sobre o modo de vida que o Cristão deve levar:

Porque no Evangelho é revelada a justiça de Deus, uma justiça que do princípio ao fim é pela fé, como está escrito: “O justo viverá pela fé”. (Romanos 1.17 NVI)

Quanto eu presto caridade, oração e jejum para bem me colocar perante a igreja, perante meus amigos ou família, Deus não tem parte nisso. Isso porque quando assim procedo, estou gerando glória para mim mesmo, sendo que Deus não divide Sua glória com ninguém (cf. Isaías 42.8), logo, ele se afasta deste ato.

Viver por justiça própria é o contrário de viver sob a justiça de Deus. Quando você vive por justiça própria, as suas ações tem o objetivo de te colocar em uma boa posição, ou seja, atrair glória para si mesmo; quando, porém, você entende que tudo que você faz é proveniente da Graça de Deus, você se coloca à disposição da justiça de Deus e as suas ações, então, passam a ser fruto do que Cristo fez em você, o que gera glória para Deus, não para você.

Em outras palavras, ser humilde e residir em Deus a sua resiliência, a sua caridade, oração e jejum, assim como qualquer outra “obra de justiça”, glorifica a Deus, e por isso Ele toma parte na sua luta diária. Viver quaisquer princípios cristãos deixa de ser um peso e passam a ser fruto, gerado pelo Espírito Santo. Deus te ajuda quando você O reconhece em sua vida.

Quando prestar caridade, oração e jejum, assim como ao por em prática qualquer princípio e ensinamento cristão, lembre-se disso:

Tudo o que fizerem, seja em palavra seja em ação, façam-no em nome do Senhor Jesus, dando por meio dele graças a Deus Pai. (Colossenses 3.17 NVI)

Imagem destacada: “proud“, por Anthony Majanlahti

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